Norma regulamentadora NR-1 entra em vigor e exige das empresas nova gestão de riscos psicossociais
A saúde mental no ambiente laboral deixou de ser um tema secundário nas corporações brasileiras. Dados do Ministério da Previdência Social indicam que os transtornos mentais e comportamentais, como ansiedade e depressão, já figuram entre as principais causas de afastamento do trabalho no país, com mais de 546 mil benefícios previdenciários concedidos em 2025. A Organização Mundial da Saúde (OMS) também alerta que, globalmente, a perda de produtividade associada à depressão e ansiedade custa à economia cerca de US$ 1 trilhão por ano.
Diante desse cenário, a recente atualização da Norma Regulamentadora NR-1 (Portaria MTP n.º 672/2021) tornou obrigatória a gestão de riscos psicossociais nas empresas, exigindo medidas de prevenção e monitoramento contínuo. Mas, na prática, como as organizações têm se preparado?
Gerente de Recursos Humanos do Laboratório Teuto, uma das maiores indústrias farmacêuticas do Brasil, Michelle Feitosa detalhou os desafios e as soluções em implantação, destacando o papel central das lideranças e a necessária mudança cultural. Recentemente, a companhia esteve presente na Vittude Summit, evento que reuniu grandes empresas e especialistas em saúde mental.
Segundo Michelle, o principal aprendizado foi um consenso: a saúde mental deve ser tratada de forma preventiva e não apenas reativa. “No Teuto, a abordagem já está em evolução contínua. A partir dos aprendizados e insights, estruturamos um conjunto de iniciativas prioritárias com foco em prevenção, governança e eficiência na gestão de saúde mental”, afirma.
O papel-chave das lideranças

Um dos pilares fundamentais, ressalta a gerente de RH, é a compreensão da relevância e o engajamento da liderança como protagonista no cuidado e exemplo cultural. No Teuto, a aposta é na formação de gestores cada vez mais preparados para atuar como agentes de bem-estar.
Ela explica que o RH atua como guardião da estratégia, capacitando lideranças e garantindo a redução de riscos organizacionais, trabalhistas e reputacionais, por meio de ações coordenadas pelas áreas de Segurança e Saúde no Trabalho.
Sobre a adequação à nova NR-1, Michelle destaca o compromisso do Teuto com as melhores práticas. “O Teuto já possui bases estruturais sólidas e está em fase de transição para o atendimento da conformidade com a NR-1, com foco em diagnóstico, governança e atuação preventiva orientada por dados”. Mais do que atender à norma, o objetivo da empresa é implementar uma cultura de saúde integrada.
Produtividade e saúde mental
Na indústria farmacêutica, onde precisão e segurança são a base, o impacto da saúde mental na produtividade é amplamente reconhecido. “Na prática, a saúde mental impacta diretamente os principais indicadores de performance operacional e financeira da companhia”, aponta Michelle. “Por isso, investimos em ambientes que favorecem o equilíbrio e o alto desempenho sustentável, um compromisso de longo prazo com a qualidade de vida”, completa.
Sobre o Teuto
Com quase oito décadas de história no coração do Brasil e o mais completo parque farmacêutico da América Latina, o Teuto é referência nacional e internacional em soluções completas de saúde. Reconhecida pela excelência em pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos, a empresa valoriza a responsabilidade socioambiental e mantém seu compromisso com fornecedores, colaboradores, parceiros e sociedade.
Se é Teuto, é de Confiança.





