Aprovados com rigor pela agência reguladora e comercializados a preços mais acessíveis, medicamentos biossimilares já são realidade no país
Nos últimos anos, um termo técnico tem ganhado espaço no radar de médicos, gestores públicos e pacientes: biossimilares. Mas, afinal, o que são esses medicamentos e por que eles são considerados uma peça-chave para ampliar o acesso a terapias de alto custo no Brasil?
Diferentemente dos medicamentos convencionais, produzidos por síntese química com moléculas pequenas, os biossimilares pertencem a uma categoria mais complexa. “Biossimilares são medicamentos biológicos semelhantes a um medicamento biológico já existente, que é o que chamamos de originador. Todos têm aprovação dentro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)”, explica Rachel Rabay Nogueira, farmacêutica, mestre em ciências farmacêuticas e consultora especialista do Laboratório Teuto.
“Assim como os medicamentos que estamos mais acostumados, os biossimilares também passam por testes pré-clínicos e clínicos, evidenciando qualidade, segurança e eficácia para conseguir essa aprovação junto às agências regulatórias”, reforça. De acordo com o Anuário Estatístico do Mercado Farmacêutico da Anvisa, os medicamentos biológicos movimentaram R$ 48,5 bilhões somente em 2024, um aumento de 25,9% em relação a 2023, o que equivale a 30% do faturamento total do setor.
Apesar da aprovação rigorosa, a complexidade desses produtos ainda gera dúvidas. “Os biossimilares são medicamentos biológicos seguros e eficazes, altamente semelhantes aos medicamentos biológicos originadores. Não há diferenças clinicamente significativas”, afirma Magali Tamas, farmacêutica e supervisora de treinamentos do Laboratório Teuto.
Os biossimilares são produzidos a partir de organismos vivos, o que confere uma complexidade estrutural muito maior do que a dos medicamentos convencionais. “Por serem resultantes de um processo de fabricação muito mais complexo, eles possuem naturalmente um grau de variabilidade entre seus lotes produzidos”, diz Magali.
Segundo ela, é papel da indústria e de seus profissionais levar conhecimento aos médicos e pacientes, esclarecendo que a aprovação de um biossimilar pela Anvisa é muito mais criteriosa, demorada e cara do que um genérico, por se tratar de um produto mais complexo.
Redução de custos e acesso
A principal contribuição dos biossimilares é tornar viáveis tratamentos antes inacessíveis. “Os biossimilares contribuem para o tratamento de câncer e outras doenças, possibilitando que aquela molécula seja um tratamento para determinado paciente, ou seja, é acesso. Quando nós temos somente o medicamento originador, aquela terapia fica muito cara e não pode ser pensada como uma opção terapêutica para pacientes que não vão ter condições de custeá-la”, afirma Rachel.
Na prática, a chegada desses medicamentos já reduz preços. “Os biossimilares ajudam sim a reduzir os custos de tratamento. Enquanto consultores de demanda, conseguimos perceber isso na prática: os valores de mercado que estão sendo praticados, as negociações que estão acontecendo – a cada mês, a cada período, verificamos que está sim havendo essa redução, e isso acaba oportunizando mais acesso à população a esse tipo de medicamento”, completa a consultora.
Pioneiro no segmento de medicamentos genéricos, o Laboratório Teuto também avançou no mercado de biossimilares com o lançamento da biOncologia Teuto, que conta com dois biossimilares: o Pegneucyte (Pegfilgrastim) e o Simbeva (Bevacizumabe), unindo oportunidade de negócio e ampliação do acesso a tratamentos oncológicos.
Futuro do tratamento
Com uma década no Brasil, os biossimilares já são fundamentais no tratamento de câncer e doenças autoimunes. “Os biossimilares se destinam a tratamentos de doenças complexas como diversos tipos de câncer e doenças autoimunes, que impactam fortemente a qualidade de vida das pessoas. A possibilidade de acesso aos biossimilares é um grande avanço para a saúde pública no Brasil”, diz Magali.
“Nos próximos anos, diversas patentes de medicamentos biológicos importantes irão vencer e deverão movimentar de forma expressiva o mercado de biossimilares”, afirma Magali. “Combater a desinformação a respeito dos biossimilares e fazer campanhas de esclarecimento sobre a segurança e eficácia destes produtos é fundamental para ampliar sua aceitação”, conclui.
Sobre o Teuto
Com quase oito décadas de história no coração do Brasil e o mais completo parque farmacêutico da América Latina, o Teuto é referência nacional e internacional em soluções completas de saúde. Reconhecida pela excelência em pesquisa, desenvolvimento, produção e comercialização de medicamentos, a empresa valoriza a responsabilidade socioambiental e mantém seu compromisso com fornecedores, colaboradores, parceiros e sociedade.
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